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Situada entre os municípios de Malacacheta e Franciscópolis, a Lagoa Santo Aleixo ou simplesmente Aleixo, já foi um atrativo turístico e cartão postal.

As mudanças climáticas e o assoreamento, entre outros problemas, vêm fazendo seu volume d'água diminuir sensivelmente.

Na década de 70, a lagoa chegou a ser explorada comercialmente pelo Senhor Edson Torres e família. Pai de uma família numerosa, seu Edson tirava da lagoa, o sustento, com a ajuda da esposa Conceição e dos filhos mais velhos.

Nas terras do senhor Serafim Batista, com uma estrutura simples, basicamente um tablado e um trampolim, providenciados por Nelson Arão Couy, seu Edson e família, ofereciam aos visitantes bebidas e iguarias, tendo como ingrediente principal, o pescado da lagoa. O "Pirão de Cascudo" era um dos pratos mais procurados.

A família do Sr. Edson Torres e Mons. Jorge

Havia fartura de peixes, pois algumas pessoas, como, Oscar Lopes, Juarez, Diacísio e outros, levavam alevinos para a lagoa. Pescadores locais como, França, Damião e Bidé faziam a festa.

Lá perto, existia uma comunidade chamada "Areão". Quando precisava de algum mantimento, seu Edson ou algum familiar atravessava a lagoa e ia até o vilarejo comprar.

Os saudosos Elísio Torres e D. Conceição ajudando na "lida"

 A sociedade malacachetense, em peso, visitava a lagoa. Maximínio, Jésus Raslan, Zé do pau, Monsenhor Jorge, entre outros, costumavam aparecer por lá.

Vinham também, muitas pessoas de outras cidades, para pescar, andar de barco, nadar, acampar, ou simplesmente apreciar a paisagem e saborear um bom peixe.

A nossa eterna miss, Rosângela Buchacra, fez um ensaio fotográfico para uma revista, na lagoa, com Teodomiro Manoel Dias.

Como se chama sereia de água doce? Iara? Não. Rosãngela!

 Hélia Torres, na época criança, não fazia parte dos mais velhos da família, que ajudavam o pai.

Passava o tempo se divertindo, aprendendo a nadar, o que fez tão bem que ganhou o apelido de "piabinha".

Hélia lembra que, no dia da foto com Mons. Jorge, o barco acabou virando. Porém, não lembra, se no momento, o pároco ainda estava presente. Felizmente ninguém saiu ferido.

Hélia Torres, a "piabinha"

Naquela época, a lagoa ainda despertava o interesse também, por ser relativamente perto do Catulé, local onde aconteceu o triste episódio do "come gente" ou "aparição do demônio". Tema que já rendeu artigo na Revista da USP.

A lagoa do Aleixo se estende por terras de vários proprietários, entre eles Joanísio Freitas, sua família e Hermambério Abrantes de Quadros.

Na década de 90, cheguei a frequentar a lagoa algumas vezes, com a saudosa "turma do AZ". Sem saber nadar e com fobia de água, só podia aproveitar a paisagem e a farra que sempre fazíamos.

Boa parte das fotos que ilustram essa matéria, foram cedidas por Zilá Freitas e outros que ainda continuam a desfrutar das maravilhas que restam dessa importante lagoa.

Atualmente, vendo as fotos postadas por cidadãos malacachetenses e franciscopolenses e comparando com as fotos antigas, impossível não se entristecer.

Não há aqui um propósito de apontar culpados, até porque não saberia. Contudo, uma pergunta fica no ar. A Lagoa de Santo Aleixo poderia voltar a ser um atrativo para nosso munícipio, tão carente de empreendimentos turísticos, de lazer e econômicos?

Não tenho conhecimento necessário para responder. Talvez alguma ação em conjunto do poder público, dos proprietários das terras circunvizinhas e população possam trazer de novo a Lagoa do Aleixo ao resplendor dos velhos tempos. Tomara.

Wanderlan Cordeiro

Créditos das fotos: Zilá Freitas, Teodomiro Manoel Dias, Rosângela Buchacra, Ramon Gonçalves, Jardel Sales, Alexandre Augusto Freitas e outros.

 

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