As ações da Fase II do Projeto de Proteção da Mata Atlântica (Promata), desenvolvido pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF), são responsáveis por Minas Gerais ser o segundo estado com maior regeneração do bioma no país. O trabalho é uma cooperação do Governo de Minas Gerais com a Alemanha e tem uma área de atuação de cerca de 223 mil km².

O Promata II tem apoio financeiro do banco KfW Entwicklungsbank, que destinou um valor de 8 milhões de euros ao programa, iniciado em dezembro de 2011 com conclusão prevista para dezembro de 2018.

“O principal objetivo do projeto é contribuir para a proteção da biodiversidade e para a recuperação de áreas degradadas na Mata Atlântica de Minas Gerais”, explica a coordenadora geral do Promata II e diretora de Conservação e Recuperação de Ecossistemas do IEF, Fernanda Teixeira Silva.

Para isso, o Promata tem investido em diversas ações em seis escritórios regionais e em 28 unidades de conservação localizadas na área de abrangência da Mata Atlântica.

Alguns desses trabalhos são estudos para aumentar o conhecimento sobre o território e as condições do bioma, como foram o caso da elaboração dos Planos de Manejo das Áreas de Proteção Ambiental Alto Mucuri e Águas Vertentes. O projeto também apoiou a construção do Plano Municipal de Mata Atlântica do município de Teófilo Otoni, no Território Mucuri, além de capacitar outros municípios da região para que realizem a elaboração de seus estudos.

Fernanda Teixeira destaca os esforços para capacitar os técnicos do IEF e da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) quanto às exigências da Lei Federal nº 12.651, aprovado em 2012.“ A Lei estabeleceu o CAR (Cadastro Ambiental Rural) e o PRA (Programa de Regularização Ambiental), que terão de ser cumpridos por todos os proprietários e posseiros rurais, e o Governo deve dar as diretrizes para a consolidação desses instrumentos.

Por isso, estão previstas para o ano de 2018 algumas contratações relacionadas ao tema”, observa Fernanda. O consultor do Promata, Hans Christian Schmidt, diz que foram adquiridos 27 veículos para o trabalho nos seis regionais do IEF onde o projeto atua e também para o Programa de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais do Governo de Minas Gerais. Outros equipamentos utilizados no cotidiano dos servidores também foram adquiridos como notebook, desktops, impressoras, tablets, câmera digital, projetores multimídia e GPS portáteis. 

Está prevista para 2018 a aquisição de contêineres escritórios para unidades de conservação. Schmidt afirma que as políticas ambientais devem fundamentar-se em conhecimento técnico e científico e incorporar a participação social para ganhar maior legitimidade.  “Com melhores resultados, consegue-se maior eficiência no uso de recursos e um nível mais elevado de comprometimento por parte da população”, ressalta.

Fonte: Agência Minas

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