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Ele nasceu no município de Malacacheta, na comunidade do Córrego do Cará, em Palmeiras do Vale, no atual município de Setubinha. Hoje é motivo de orgulho e um exemplo a ser seguido por moradores de nossa região.

Nunca teve vergonha de sua origem, pelo contrario, tem orgulho. Foi criado pela família de Eustáquio Abrantes e Maria Letice Abrantes Catarina. Foi graças a eles que teve a oportunidade de estudar.

Mudou-se em 1991 para a sede de Malacacheta, para continuar os estudos. Aos fins de semana ia para a roça, onde ajudava nas atividades diárias da fazenda.
Passou pelas escolas Monsenhor Clovis Vieira da Fonseca e Mestra Zulmira, onde se formou em Magistério em 1998.

Teve uma infância muito complicada, devido à extrema pobreza de seus pais biológicos. Ficou fora da escola por cinco anos. Seu pai era alcoólatra e ele quase oi pelo mesmo caminho, até agarrar uma oportunidade que lhe deram.

Tímido, calado ao extremo, um dia foi ao ginásio assistir a um conserto musical de alunos de teclado, de Babão e Celinho Bigorna.
Ao final do evento, o apresentador; que era na época o diretor do Ginásio, Maximinio, avisou que estavam abertas as inscrições para as aulas de teatro com o professor Tristão Couy.

Ele se inscreveu. As aulas foram cruéis, ele sentia muita vergonha. Mas se desafiou e prometeu que não desistiria. Sua voz era arrastada, seu jeito de falar provocava risos e ele se sentia horrível. Conseguiu concluir o curso e aí foi para a primeira peça na União operaria, junto a outros alunos.

Em fevereiro de 1994 estrearam com Decifre TX 27. Ele fazia um figurante que atravessava o palco serrando uma madeira. Parecia uma barata tonta em cena. Mas a partir dali começou a ter um gosto maior pelo teatro e viu que ele lhe ajudaria a vencer a timidez.

O Grupo Prosa foi crescendo, partiram para a primeira apresentação fora de Malacacheta, a ‘’Terceira mostra Estadual de Teatro’’ em Governador Valadares.
Ele foi se soltando e agarrando as oportunidades, nos cursos de capacitação em Belo Horizonte, participando de grandes mostras ESTADUAIS. Em 1996 o Grupo já havia se dispersado, seu Líder Tristão, havia saído da Cidade e Agnaldo assumiu como diretor. Nesta ocasião viajaram muito entre a capital e as cidades da região com as peças do Prosa. Ficou até 1999, quando Tristão reassumiu o Grupo.

Retornou a Palmeiras do Vale em 2000, ano em que começou a lecionar nas escolas do município de Novo Cruzeiro e montou seu Grupo de teatro, que era o “Arte Café”, ideia que surgiu a partir de uma oficina para filhos de produtores de café.

Em 2001, retornou a Malacacheta para lecionar no Castro Pires, na ocasião apresentava na Radio Clube cidade o Programa Momento Cultural.

Por onde passou foi levando a arte do teatro consigo, foi neste período que trouxe o Grupo de Palmeiras para Malacacheta, onde participou de festivais e apresentações locais. 

No ano de 2001, já angustiado pela dificuldade de fazer Cultura sem a devida valorização, partiu para São Paulo. Sua intenção era recomeçar a vida em empresas, pensou varias vezes queimar os certificados de teatro e de Magistério.

Em Amparo São Paulo, para onde foi, fez um curso de Administração, Nível Técnico, em uma das maiores escolas técnicas da América Latina, o Centro Paula Souza.
Tentou trabalhar em varias empresas, mas o destino o recolocou no teatro.

Começou a dar oficina na Guarda Mirim e em alguns projetos de Amparo. Foi ficando conhecido e ganhando credibilidade. Ingressou-se em projetos grandes como, “O Ser Humano este Gigante”, patrocinado pela Petrobras.

Outros contratos foram surgindo, foi para uma das maiores e mais bem conceituadas Cias de Teatro no Estado de São Paulo, a Cia Arteatrando do Diretor, Alexandre Cruz. Foi contratado para fazer “Sagarana”, de João Guimaraes Rosa, onde teve a oportunidade de fazer cinco personagens em um texto só.

Neste período fundou seu grupo, com o mesmo nome, Arte Café, que depois mudou para Grupo Verso. Com ele, apresentou varias peças, todas de cunho educativas. Passou então a viver exclusivamente da arte. Fez teatro e publicidade para grandes empresas como Vivo e Magazine Luiza.

Seu primeiro contrato foi muito interessante, com seus alunos de teatro teve que montar uma Rádio Novela. Escreveu e dirigiu na Radio Cultura a Novela Rumos e Horizontes.

Em 2005 fez seu primeiro filme, A Menina da Bicicleta Azul. O projeto foi desenvolvido em uma escola particular onde trabalhou por quase 10 anos.
Mergulhou de cara no Cinema e a partir dai, não mais parou. Em parceria com um amigo Antropólogo e Cineasta, o Diretor Ito Evangelista, produziu e desenvolveu vários projetos voltados para o cinema social.

ntegrou-se e se tornou responsável pelo teatro de formação do projeto Ciranda Criança durante seis anos. Neste período mais de 1800 alunos passaram por ele, o que permitiu uma formação de atores e de público em grandes proporções em Amparo.

E ainda dentro do projeto Ciranda Criança, ministrou oficinas e Produziu o Programa De Criança para Criança, em uma das mais importantes emissoras de Radio do País, a Rádio Cultura.

Passou por dois anos e meio em dois grandes Pontos de Cultura no Estado de São Paulo, um em Amparo, que foi o Ponto de Cultura Itinerante e outro em Guarulhos, na Ação Vida do Jardim Paulista.

Esteve em cidades do Sul de minas como Monte Sião, onde teve alunos também de Ouro fino.

Foi responsável no cinema por grandes Projetos como a Mostra Oficinema, que mobilizou grandes profissionais do Cinema.

Ensina teatro no Projeto Promovendo a Cidadania há nove anos e atualmente está ligado à equipe de profissionais da Fundação São Pedro, entidade da Casablanca Filmes Ltda.

Trata-se de uma produtora audiovisual independente, localizada em São Paulo, com filial no Rio de Janeiro, que produz conteúdo para vários veículos de comunicação do Brasil, como os canais Globosat, canais FOX e a RecordTV.

A produtora, que é especializada em finalização audiovisual, já foi responsável pela finalização de filmes conhecidos, como Meu Nome Não é Johnny, e séries como 9mm: São Paulo e Na Mira do Crime.

Na fundação, Agnaldo é responsável pelo treinamento de atores e produção de filmes com não atores. É também assistente de direção no Canal Curta o Circuito WEB TV, ainda na Fundação.

Foi responsável pelo treinamento de atores no Projeto Cinema na Comunidade, que ofereceu cinema de graça para centenas de adolescentes e jovens.

Fora da Fundação, está integrado à produtora AN Comunicações onde desenvolve textos e projetos para Programas e ainda dirige, produz e apresenta o Programa Momento Cultural.

Recentemente encerrou um projeto pioneiro com atrizes da terceira idade, onde montou a peça da sua autoria, Café forte, que teve o patrocínio de três grandes empresas do estado de SP, projeto aprovado no PROAC (Programa de ações Culturais do estado).

Está com uma peça voltada para o publico jovem e adulto também de sua autoria, denominada Ignis Corpora.

Dos filmes que fez, dois foram destaque, um pelo tema e outro pela linguagem e qualidade do trabalho. Desconexão assistido por jovens de vários países e Soturno, pelo projeto Promovendo a cidadania.

agnaldo campos

Filmografia:

Do Lado de Lá (Curta Metragem Digital Brasil 2006) – Ator

A Menina da Bicicleta Azul - ( Curta Digital 2005) – Produtor e Roteirista

Desconexão ( Curta Metragem Digital 2010) Produtor / Roteirista e Ator

Efeito Café ( Curta Metragem 2012) Produtor/ Roteirista

Soturno ( Curta Metragem 2013) Produtor e Ator / Roteiro Original e som Direto

O Escaravelho do Diabo- (Longa Metragem ) Figurante – Ajudante Produção e efeitos

DOC Culturas de Minha Terra ( 2016) Ator Convidado.

No Ritmo da Peteca – Produtor Roteirista

SchoolOff Dead – Produtor/ Ator

VideoDoc – Diagnostico Criança e Adolescentes – Produtor/ Som direto

Cecilia – Produtor/Diretor

O choro – Produtor Diretor 352 – Produtor/ Roteirista e Diretor

Vídeo DOC- O Planalto e a Serra- Roteirista / Produtor e Diretor

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