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O ano de 1972 foi o ano de comemoração do Sesquicentenário da Independência do Brasil e do Cinquentenário da Emancipação de Malacacheta.

O país vivia os efeitos da Revolução de 31 de Março de 1964. Em tudo, principalmente nas Escolas, respirava-se patriotismo incutido nos alunos através do hasteamento obrigatório da bandeira ao som do Hino Nacional. Um sentimento fortalecido nas aulas de Moral e Cívica e Organização Social e Política do Brasil. Acima de tudo estavam os militares que nos governavam.

Neste ano de 1972, o General Garrastazzu Médici estava na Presidência. Inspirado na tradição grega do Fogo Olímpico como símbolo de união da Grécia, ele programou, como parte dos eventos comemorativos do Sesquicentenário, a Pira da Integração Nacional. Uma tocha a ser conduzida pelos Estados brasileiros até chegar em Brasília. Ainda por cima, sugeriu que as cidades brasileiras fizessem o mesmo buscando integração com suas vizinhas.

Malacacheta estava em clima de euforia com o Cinquentenário de sua emancipação. Um desfile e uma sessão de gala estavam previstos para o 07 de Setembro. O Maestro Leopoldino Gandra organizou um quinteto de músicos (ele – Aquiles – Wilson – Inácio do Guidas e Tião de Agostinho) especialmente para a época. E nós, o Maestro e eu, nos inspiramos a escrever o Hino do Cinquentenário, até hoje cantado no aniversário da cidade.

De todas estas comemorações, além do Hino, o que ficou foi a sugestão do Governo Federal sobre a Pira da Integração Nacional. Ficou como uma luz que viria a brilhar no ano seguinte. Com o apoio do Prefeito Nélson Couy, a Pira da Integração foi simplificada em Fogo Simbólico.

Em 1973, sob minha modesta orientação e organização, conduzida pelos alunos da Escola Estadual Mons. Clóvis Vieira da Fonseca, desde a cidade de Poté , o Fogo Simbólico chegou, se acendeu numa pira e assim continuou até nossos dias! Os professores Osvaldo Mattedi e Marília Coelho foram os principais responsáveis para que a tradição se perpetuasse. Hoje, um dos principais incentivadores é Valmirão.

1972 foi o primeiro ano em que se lembrou o aniversário do Município. Depois, tudo continuou como antes. A Independência do Brasil é que se lembrava, com desfile cívico das Escolas e o Fogo Simbólico, no dia 07 de Setembro. A partir dos anos 90, como Secretário da Educação no Governo de Odilon Campos, pensei na Semana do Município a se iniciar no dia 07 de Setembro com o Fogo Simbólico e se estendendo até 14 de Setembro, data de instalação do Município. O aniversário de emancipação de Malacacheta passou a ser comemorado com o tradicional bolo e o desfile temático das Escolas.

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