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Manoel Pereira Gomes, mais conhecido pelo apelido de "Seu Neco", nasceu em Setúbal no dia 05 de fevereiro de 1914, filho de Antônio Gomes Pereira Fernandes e Ana Pereira de Azevedo.

O pequeno Manoel era um menino franzino e de saúde frágil, porém determinado e destemido e mesmo no meio as adversidades possuía perspectivas ousadas para a construção de um futuro melhor.

O tempo passou, Manoel cresceu e o sonho de melhorar de vida, esteve com ele todo o tempo e desta maneira foi para a cidade à procura de trabalho.

E foi onde iniciou trabalhando na fazenda de seu José de Sales e Josina Abrantes, onde conheceu seu grande e único amor, que o acompanharia por toda a sua trajetória de vida a Maria José do Nascimento (Dona Zezé), filha dos seus patrões, com a qual se casou em 20 de janeiro de 1939, na Igreja de Santa Rita.

O casal mudou-se para Malacacheta, onde foram residir na Rua de Cima.
Ajudados por Vitor Abrantes e Plínio Couy (casado com Guiomar Abrantes), ele começou a trabalhar no ramo de açougue, profissão na qual trabalhou durante muitos anos, deixando somente quando ficou impossibilitado de viajar devido a sua saúde debilitada.

Em 23 de dezembro de 1939 foram presenteados com o seu primeiro filho, José Gomes Pêgo de Sales (o ). Com o passar do tempo a família foi aumentando com a chegada de mais filhos:
Gerson Gomes Nascimento, Maria Helena Pereira, Gilson Gomes Pêgo, Wilson Gomes Pêgo, Nelson Gomes Pêgo, Ozires Gomes Pêgo, Manuelita Gomes Pêgo e Valmir Gomes Pêgo.

Com coragem e muita perseverança, trabalhou incansavelmente para sustentar e conduzir a sua família na formação de homens e mulheres de bem.

Seu Neco, era um homem religioso e frequentava as missas dominicais. Em 07 de agosto de 1960, foi festeiro da Festa do Divino Espírito Santo.

Trabalhar era preciso, dessa maneira resolveu montar um pequeno comércio de miudezas diversas e quitandas que sua esposa fazia. Quem passava por lá o via tamborilar com os dedos sob o balcão de madeira enquanto contava causos com os seus amigos, Augusto Felizberto, Geraldo Abrantes, Américo Calixto, Seu Basti, José de Júlio, João Mantegueiro, Teodomiro fotógrafo e muitos outros. Os assuntos eram diversos desde noticiários de programas de rádio (que seu Neco era ouvinte assíduo) ao futebol pois era torcedor do Botafogo, além dos acontecimentos corriqueiros da cidade.

Levantava todos os dias muito cedo, sempre com a mesma disposição, era um homem alegre que apreciava brincar com os netos e conversar com os filhos.

O que mais encantava era ver sua fé e convicção de que tudo daria certo.

Com 63 anos de idade ele que pacientemente carregou o fardo da enfermidade com coragem e resignação, no dia 25 de julho de 1977 em seu lar rodeado por seus familiares e pessoas amigas foi chamado por Deus.

Deixou nos filhos, esposa, parentes e amigos, uma grande saudade mas permanece vivo para a sua família. Seu legado maior foi o exemplo, o caráter, honestidade e perseverança.

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